sexta-feira, 5 de julho de 2013

BEN_DITO MANTRA



Meu primeiro poema do dia é concreto
escorre em versos livres
molhados por nossos sexos
quero a minha língua lambendo
todas as secreções de nossos verbos
ben_dito mantra
enquanto você me fode

sem sobrenome
sua identidade se dissolve
no suor de minha carne fresca
com sua fome tempero minha boceta
exalo o cheiro das putas que em mim habitam
teso seu pau não descansa
cabe em minha boca até a garganta
como um verso de Bukowski
rápido e pervertido explode
quente como um gole de cachaça

me embriaga até que sua gala
espessa em abundância
mele minha cara
e eu te beba como desjejum

sob o lençol do inverno
tudo é fumaça...

até que o alarme dispare
quinze minutos de transa
e uma eternidade de gozo
batizando o dia com nossas águas

na reza matinal toda foda é darma

no sutra do nosso amor
toda cama é templo
todo chão é mar pra nossas ondas...

(RaiBlue)

Um comentário:

  1. Teu cheiro de puta me excita
    Tua boca prevertida
    é muito mais (di)vertida
    do que um verso de Bukowski!...
    mais ardente que um gole de cachaça,
    que deliciosamente te sufoca!
    A foda é fogo que nos imola
    tesão que nos assola
    loucura que consola....

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